Games: o limite entre doença e aprendizado

Imagem: www.waldengame.com

Os videogames sempre foram um dos principais passatempos para muitas crianças, jovens a até de adultos. Com o avanço da tecnologia, todos os dias surgem jogos inovadores, com enredos diversificados e que prendem a atenção dos jogadores.

Com um chamariz tão grande, é cada vez mais comum ver jovens passarem horas sentados em frente à televisão. Os adolescentes provenientes das gerações Y e X experimentam uma visão diferente de seus antecessores: os de já fazerem parte de um mundo que passou por um grande crescimento exponencial da internet e de aparelhos tecnológicos.

Porém, qual é o limite para consumo desses novos meios de tecnologia? Nas últimas semanas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o vício que faz os usuários preferirem os videogames a qualquer outro interesse no Código de Identificação de Doenças (CID), passando a considerar a pratica como um distúrbio mental.

Mas será que todo jogo é prejudicial aos filhos? Ou será que as crianças podem ter aprendizado a partir de um vídeo game?

Em desenvolvimento há mais de uma década, “Walden, a game” é um jogo narrativo/exploratório de simulação em mundo aberto sobre a vida do filósofo estadunidense Henry David Thoreau. O jogo é baseado na obra homônima do autor, que esse mês ganha uma nova edição pela editora Edipro.

O jogo segue os passos de Thoreau, sobrevivendo na floresta, encontrando comida, combustível, mantendo seu abrigo e roupa. Neste game, os jogadores estão rodeados pela beleza da floresta e da lagoa, que mantêm a promessa de uma vida sublime além das necessidades básicas. Assim como na obra, desvendando a vida simples e autossuficiente.

O conceito deste game é diferente dos jogos atuais, pois, em vez de oferecer emoções de um roubo, da violência ou explosões, Walden traz a oportunidade de reforçar a conexão do ser humano com o mundo natural e desafiar a cultura apressada. O jogo suscita o alcance do equilíbrio entre trabalho e a vida.

Essa nova visão de jogos pode ser benéfica aos jogadores. Afinal, a adaptação do legado de Thoreau para os games apresentam o ponto de vista do autor para essas pessoas que estão interessadas em jogos interativos, que talvez não seriam as mesmas pessoas que se sentariam e leriam o livro do americano.